Elmar Juan Passos Varjão Bomfim pontua que a infraestrutura moderna exerce uma função decisiva na mitigação de riscos em cidades cada vez mais densas e complexas. O crescimento acelerado dos centros urbanos impõe desafios técnicos que exigem planejamento rigoroso, execução qualificada e responsabilidade permanente ao longo de todo o ciclo de vida das obras. Nesse cenário, a engenharia deixa de atuar apenas de forma corretiva e passa a assumir papel preventivo.
A mitigação de riscos urbanos envolve desde a concepção de sistemas estruturais até a integração entre mobilidade, drenagem, contenção e uso do solo. Quando esses elementos são tratados de forma isolada, aumentam as chances de falhas operacionais e impactos à população. Por isso, a infraestrutura moderna precisa ser pensada como um sistema interdependente, capaz de responder a eventos extremos e às transformações contínuas do ambiente urbano.
Riscos urbanos e a necessidade de planejamento técnico integrado
Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, os riscos urbanos estão diretamente ligados à ausência de planejamento técnico integrado. Enchentes, instabilidades geotécnicas e sobrecarga de sistemas de transporte são exemplos de problemas que se intensificam quando a infraestrutura não acompanha o crescimento das cidades. A engenharia, nesse contexto, precisa antecipar cenários e propor soluções que considerem tanto as condições atuais quanto projeções futuras.
O planejamento integrado permite identificar pontos críticos antes da execução das obras. Estudos hidrológicos, análises de solo e avaliações de impacto urbano oferecem subsídios para decisões mais precisas. Essa abordagem reduz a probabilidade de intervenções emergenciais, que costumam ser mais onerosas e menos eficientes do que ações preventivas bem estruturadas.
Ademais, a articulação entre diferentes áreas da engenharia fortalece a consistência dos projetos. A compatibilização entre sistemas estruturais, redes de drenagem e fluxos urbanos contribui para soluções mais equilibradas, capazes de absorver variações climáticas e pressões operacionais sem comprometer a segurança.
Infraestrutura resiliente e controle técnico permanente
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim expõe que a resiliência da infraestrutura urbana depende diretamente do controle técnico aplicado durante a execução e a operação das obras. Materiais adequados, métodos construtivos compatíveis e fiscalização contínua são elementos essenciais para garantir o desempenho esperado ao longo do tempo.
A infraestrutura resiliente é aquela capaz de manter sua funcionalidade mesmo diante de eventos adversos. Para isso, o monitoramento constante das estruturas torna-se uma prática indispensável. Inspeções periódicas e avaliações técnicas permitem identificar sinais de desgaste ou sobrecarga, possibilitando intervenções preventivas antes que ocorram falhas mais graves.

Outro aspecto relevante está na adaptação às condições locais. Cada cidade apresenta características próprias de solo, clima e ocupação. Soluções padronizadas, quando aplicadas sem critérios, tendem a gerar vulnerabilidades. A engenharia urbana precisa, portanto, ajustar projetos às especificidades do território, reforçando a segurança e a eficiência dos sistemas implantados.
Responsabilidade técnica como elemento de proteção social
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim ressalta que a responsabilidade técnica na engenharia urbana vai além do cumprimento de normas. Ela envolve compromisso com a segurança da população e com a continuidade dos serviços essenciais. Obras de infraestrutura impactam diretamente o cotidiano urbano, influenciando mobilidade, abastecimento e proteção contra riscos ambientais.
A atuação responsável da engenharia contribui para reduzir situações de vulnerabilidade. Sistemas de contenção bem dimensionados, redes de drenagem eficientes e estruturas viárias seguras minimizam riscos associados a deslizamentos, alagamentos e acidentes urbanos. Dessa forma, a infraestrutura passa a desempenhar função preventiva, protegendo vidas e patrimônios.
Também é relevante considerar a transparência técnica nos processos. A clareza na definição de critérios, métodos e responsabilidades fortalece a confiança entre gestores públicos, profissionais e sociedade. Essa confiança é fundamental para a viabilidade de projetos de longo prazo e para a consolidação de políticas urbanas mais seguras.
Engenharia urbana e visão estratégica de longo prazo
Conforme observa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a mitigação de riscos urbanos exige visão estratégica contínua. A infraestrutura moderna não pode ser pensada apenas para responder a demandas imediatas, mas deve incorporar margens de adaptação a mudanças futuras. Crescimento populacional, eventos climáticos mais intensos e novas formas de uso do espaço urbano precisam ser considerados desde a fase de projeto.
A engenharia urbana, quando orientada por essa visão, contribui para cidades mais seguras e funcionais. Investimentos em infraestrutura preventiva reduzem custos sociais e econômicos associados a desastres, além de ampliar a qualidade de vida da população. Assim, a responsabilidade técnica consolida-se como eixo central da atuação da engenharia na mitigação de riscos urbanos contemporâneos.
Autor: Ziezel Kaljar