Como comenta o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, o Hanami e as cerejeiras formam uma combinação que atravessa os séculos da cultura japonesa. Isto posto, o Hanami trata-se de um costume, um ritual, que convida à pausa, à reflexão e ao convívio coletivo. Essa prática, profundamente ligada ao ciclo das estações, revela os valores culturais que ajudam a compreender a relação do Japão com o tempo e com a vida. Interessado em saber mais sobre? Ao longo deste artigo, você vai entender a origem do Hanami, o seu significado simbólico e como o costume se mantém atual.
O que é Hanami e qual a sua origem histórica?
O Hanami é o costume tradicional de contemplar a floração das cerejeiras, conhecidas como sakura. De acordo com Alberto Toshio Murakami, segundo as histórias, a prática teve origem no Japão antigo, quando membros da nobreza se reuniam para observar as flores e celebrar a chegada da primavera. Logo, com o passar do tempo, o hábito se espalhou para outras camadas da sociedade e passou a fazer parte do cotidiano coletivo.

Historicamente, o Hanami esteve associado aos ciclos agrícolas, marcando o período ideal para o plantio do arroz. Conforme destaca o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, essa ligação com a terra ajudou a consolidar o ritual como um momento de esperança e renovação, em que a natureza sinalizava novos começos.
Dessa maneira, as cerejeiras ganharam um papel central na construção simbólica dessa tradição. Aliás, o costume evoluiu sem perder sua essência. Pois, mesmo com as transformações sociais e urbanas, o Hanami continua sendo celebrado em parques, jardins e espaços públicos, mantendo viva a conexão entre passado e presente.
Por que as cerejeiras têm um significado tão especial?
As cerejeiras ocupam um lugar singular na cultura japonesa por representarem a impermanência da vida. A floração é intensa, mas breve, o que reforça a ideia de que tudo é passageiro. Essa característica faz com que o Hanami seja também um convite à valorização do momento presente.
Segundo Alberto Toshio Murakami, o simbolismo das cerejeiras está ligado a conceitos como simplicidade, renovação e aceitação das mudanças. Inclusive, esse significado ultrapassa as fronteiras. Em muitos países, as cerejeiras passaram a ser vistas como símbolos de equilíbrio e contemplação, inspirando práticas semelhantes ao Hanami em contextos diversos.
Como o Hanami é praticado nos dias atuais?
Atualmente, o Hanami continua sendo celebrado de forma coletiva, mas adaptado à vida moderna. Famílias, amigos e colegas de trabalho costumam se reunir sob as cerejeiras para apreciar a paisagem e compartilhar momentos de descanso. Essa adaptação mostra como a tradição permanece viva sem perder o seu sentido original.
Embora a essência seja a contemplação, existem outros elementos que costumam estar presentes nessas reuniões. Aliás, vale destacar que eles ajudam a criar um clima de integração e respeito à natureza, reforçando o caráter simbólico do ritual, de acordo com o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami. Tendo isso em vista, confira algumas formas de praticar o Hanami nos dias de hoje:
- Reuniões ao ar livre: encontros em parques e jardins durante o período de floração, valorizando o contato direto com as cerejeiras.
- Momentos de convivência: compartilhamento de refeições simples e conversas tranquilas, fortalecendo laços sociais.
- Observação silenciosa: pausas para contemplar as flores, estimulando a reflexão e a atenção plena.
- Celebrações culturais: em algumas regiões, eventos com música e apresentações tradicionais complementam o Hanami.
Após esses momentos, o sentimento comum é de renovação. A prática reforça a importância de desacelerar e observar o entorno, algo cada vez mais necessário na rotina contemporânea.
Hanami e cerejeiras como expressão de contemplação e renovação
Em conclusão, o Hanami mostra como um costume simples pode carregar significados profundos. A contemplação das cerejeiras reúne história, simbolismo e convivência, mantendo-se relevante ao longo do tempo. Desse modo, ao compreender esse ritual, torna-se mais fácil perceber o valor de desacelerar e observar a beleza que existe nos ciclos naturais.
Autor: Ziezel Kaljar